Incidentes de segurança envolvendo grandes organizações costumam ganhar destaque pela quantidade de pessoas potencialmente afetadas…
Como identificar vulnerabilidade em redes corporativas? 6 métodos!
Em um cenário de constante evolução tecnológica, empresas de todos os setores estão cada vez mais dependentes de redes para executar suas operações, armazenar dados e acessar sistemas. Softwares, informações de clientes, documentos, relatórios financeiros e outros ativos importantes são armazenados e compartilhados diariamente por meio dessas estruturas.
E é justamente aí que mora o perigo: uma rede vulnerável pode abrir brechas para acessos não autorizados, ataques cibernéticos e vazamentos de dados. Mas como identificar essas vulnerabilidades antes que elas se transformem em um problema? Se você quer entender como identificar vulnerabilidades de rede e fortalecer a segurança da sua empresa, está no lugar certo. Neste conteúdo, reunimos 6 métodos essenciais que podem ajudar você a encontrar possíveis brechas e agir de forma preventiva. Continue lendo e confira!
O que é uma vulnerabilidade em uma rede corporativa?
Uma vulnerabilidade de rede é uma falha, brecha ou fraqueza presente em sistemas, softwares, dispositivos, configurações ou processos de uma infraestrutura corporativa. Quando não identificada e corrigida, ela pode ser explorada por invasores para obter acesso não autorizado à rede, comprometer sistemas, roubar ou alterar informações e até mesmo interromper as operações da empresa.
Essas vulnerabilidades podem surgir por diferentes motivos, como softwares desatualizados, configurações inadequadas, senhas fracas, falhas de segurança ou ausência de controles de acesso eficientes. Por isso, identificar e corrigir essas brechas de forma preventiva é fundamental para reduzir os riscos de ataques cibernéticos e proteger a segurança de rede da sua organização.
Principais tipos de vulnerabilidades em empresas
Como vimos no tópico anterior, existem diferentes tipos de vulnerabilidades que podem afetar uma rede corporativa. Elas podem estar relacionadas a sistemas, dispositivos, configurações, aplicações e até mesmo aos próprios processos internos da organização.
Entre as causas mais comuns estão a falta de políticas de segurança, a ausência de orientações adequadas aos colaboradores, configurações incorretas, softwares desatualizados e a utilização de soluções que não oferecem os níveis de proteção necessários. Conheça, a seguir, os principais tipos de vulnerabilidades que podem colocar a segurança da sua empresa em risco.
1. Sistemas desatualizados
Você já percebeu como o Windows e outros softwares recebem atualizações com frequência? Embora algumas delas tragam novos recursos, melhorias de desempenho ou mudanças na interface, muitas são disponibilizadas justamente para corrigir falhas de segurança identificadas pelos fabricantes.
Quando uma vulnerabilidade é descoberta em um sistema operacional, software, ERP ou aplicação, os desenvolvedores podem disponibilizar uma atualização ou correção, também conhecida como patch. Manter esses sistemas atualizados é uma das medidas mais importantes para reduzir a exposição da empresa a ataques cibernéticos.
Isso porque softwares desatualizados podem conter falhas de segurança já conhecidas e que podem ser exploradas por criminosos. Por esse motivo, é fundamental manter sistemas operacionais, aplicações, ERPs, dispositivos de rede e demais softwares utilizados pela organização sempre atualizados e com os respectivos patches de segurança aplicados.
2. Configurações inadequadas
Configurações incorretas também podem criar brechas importantes na segurança de uma rede corporativa. Uma permissão de acesso concedida de forma inadequada, uma porta desnecessariamente aberta ou um serviço configurado de maneira insegura podem facilitar o acesso não autorizado aos sistemas da empresa.
Por isso, é importante revisar periodicamente as configurações de servidores, dispositivos de rede, sistemas, firewalls e controles de acesso. Além disso, cada usuário deve ter apenas as permissões necessárias para executar suas atividades, reduzindo as possibilidades de exploração em caso de comprometimento de uma conta.
3. Senhas e autenticação fracas
Se a sua empresa não possui uma política bem estabelecida para a criação e o gerenciamento de senhas, as contas corporativas podem ficar mais expostas a tentativas de acesso indevido.
Ataques de password cracking, por exemplo, utilizam diferentes técnicas para tentar descobrir ou obter credenciais de acesso. Senhas curtas, previsíveis, reutilizadas ou baseadas em informações fáceis de identificar, como nomes, datas e palavras comuns, tendem a oferecer menor resistência a essas tentativas.
Para aumentar a segurança, é importante adotar senhas longas e únicas, evitar a reutilização de credenciais e, sempre que possível, utilizar autenticação multifator (MFA). Também é recomendável estabelecer políticas internas para orientar os colaboradores sobre boas práticas de criação e proteção de credenciais.
4. Serviços e portas desnecessariamente expostos
Serviços e portas de rede são necessários para que diferentes sistemas e dispositivos possam se comunicar. Entretanto, quando permanecem expostos sem necessidade, podem aumentar a superfície de ataque da organização. Uma porta aberta ou um serviço acessível pela internet pode ser identificado por invasores e, caso exista alguma vulnerabilidade associada, utilizado como ponto de entrada para a rede.
Por isso, é importante avaliar quais serviços realmente precisam estar acessíveis, restringir o acesso sempre que possível e desativar portas e serviços que não são utilizados.
5. Falhas de segmentação de rede
A segmentação de rede consiste em dividir a infraestrutura em diferentes áreas ou segmentos, estabelecendo controles sobre a comunicação entre eles. Essa prática ajuda a limitar a movimentação de um invasor caso um dispositivo ou sistema seja comprometido.
Sem uma segmentação adequada, um ataque iniciado em um computador pode ter maiores possibilidades de alcançar outros dispositivos, servidores ou sistemas conectados à mesma rede. A criação de segmentos, combinada a regras de acesso bem definidas, pode ajudar a restringir a comunicação entre ambientes e reduzir o impacto de um eventual comprometimento.
6. Privilégios excessivos
Conceder mais permissões do que um colaborador realmente precisa também pode representar uma vulnerabilidade. Quando uma conta possui privilégios administrativos ou acesso a informações que não são necessários para suas atividades, um eventual comprometimento dessa conta pode gerar impactos maiores.
Por isso, é importante adotar o princípio do menor privilégio, garantindo que cada usuário tenha somente os acessos necessários para desempenhar sua função. Essas permissões também devem ser revisadas periodicamente, principalmente em casos de mudança de função, desligamento ou alteração das responsabilidades do colaborador. Mesmo com controles de acesso bem definidos, uma conta comprometida por um ataque de phishing pode abrir portas para o acesso indevido a sistemas e informações. Confira nosso conteúdo sobre o que é phishing e saiba como se prevenir!
Como identificar vulnerabilidades em uma rede corporativa?
Identificar vulnerabilidades em uma rede corporativa exige uma análise abrangente de todos os ativos, sistemas, dispositivos e configurações que fazem parte da infraestrutura da empresa. Afinal, uma brecha pode estar tanto em um software desatualizado quanto em uma configuração inadequada ou em um serviço que não deveria estar exposto. Para encontrar esses pontos de fragilidade antes que sejam explorados por invasores, existem diferentes métodos e ferramentas de segurança. Confira os principais a seguir.
1. Inventário de ativos
O primeiro passo para identificar vulnerabilidades é saber exatamente o que está conectado à rede. O inventário de ativos consiste em mapear computadores, servidores, dispositivos de rede, aplicações, sistemas, bancos de dados, dispositivos IoT e outros recursos utilizados pela organização.
Esse levantamento permite identificar quais ativos estão ativos, quais sistemas e versões estão sendo utilizados e quais deles podem representar riscos de segurança. Afinal, é difícil proteger aquilo que não é conhecido ou monitorado. Além disso, manter o inventário atualizado facilita a identificação de dispositivos obsoletos, softwares sem suporte e ativos que precisam de atualizações ou configurações específicas.
2. Descoberta de serviços
Depois de identificar os ativos, é importante entender quais serviços estão disponíveis e como eles se comunicam dentro da rede. A descoberta de serviços permite identificar portas abertas, protocolos em uso e serviços acessíveis em determinados dispositivos.
Essa análise ajuda a encontrar serviços que não são necessários ou que estão expostos de maneira inadequada. Quanto maior a quantidade de serviços desnecessariamente acessíveis, maior pode ser a superfície de ataque da organização. Por isso, a descoberta de serviços deve fazer parte das avaliações periódicas de segurança, permitindo que a empresa restrinja acessos e desative recursos que não sejam necessários.
3. Análise de configurações
Uma rede pode utilizar sistemas e ferramentas atualizadas e, ainda assim, apresentar vulnerabilidades devido a configurações inadequadas. A análise de configurações busca identificar problemas relacionados a permissões, regras de firewall, controles de acesso, políticas de segurança, configurações de servidores e outros componentes da infraestrutura.
Entre os pontos que podem ser avaliados estão permissões excessivas, contas desnecessárias, configurações padrão, regras de acesso muito permissivas e serviços que deveriam estar restritos. Essa análise é importante porque uma configuração aparentemente pequena pode criar uma brecha capaz de comprometer outros recursos da rede.
4. Scanners de vulnerabilidades
Os scanners de vulnerabilidades são ferramentas utilizadas para identificar automaticamente possíveis falhas de segurança em sistemas, dispositivos e aplicações.
A partir de uma varredura, essas ferramentas podem apontar softwares desatualizados, vulnerabilidades conhecidas, configurações inseguras e outros problemas que precisam ser avaliados pela equipe responsável pela segurança.
No entanto, os resultados de um scanner devem ser analisados por profissionais qualificados. Uma ferramenta pode apontar vulnerabilidades que exigem validação ou indicar riscos que, dependendo do ambiente, podem ter diferentes níveis de impacto.
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5. Análise de logs e monitoramento
Os registros de eventos, conhecidos como logs, também são importantes para identificar comportamentos anormais e possíveis sinais de comprometimento da rede. A análise desses registros pode ajudar a identificar tentativas repetidas de login, acessos fora do padrão, alterações de configuração, atividades suspeitas e outras ocorrências que merecem investigação.
Além da análise periódica, o monitoramento contínuo permite que eventos potencialmente perigosos sejam identificados com maior rapidez, reduzindo o tempo de resposta diante de uma ameaça.
6. Testes de segurança
Os testes de segurança permitem avaliar, de maneira controlada, se as medidas de proteção implementadas pela empresa são realmente capazes de resistir a determinadas ameaças.
Entre as possibilidades estão testes de vulnerabilidade, avaliações de configuração e testes de intrusão (penetration testing ou pentest), realizados por profissionais especializados e dentro de um escopo previamente definido.
Esses testes podem ajudar a encontrar vulnerabilidades que não foram identificadas em análises automatizadas e permitem avaliar o impacto potencial de determinadas falhas. O ideal é que os testes sejam realizados de forma periódica e sempre com autorização, planejamento e controle adequados, evitando impactos nas operações da empresa.
Qual a diferença entre vulnerabilidade, ameaça e risco?
Vulnerabilidade é uma falha ou fraqueza que pode ser explorada para comprometer a segurança de um sistema, dispositivo ou rede. Já a ameaça é qualquer evento, ação ou agente com potencial de explorar essa vulnerabilidade. O risco, por sua vez, representa a possibilidade de essa ameaça explorar a vulnerabilidade e causar impactos à empresa, considerando a probabilidade e as possíveis consequências.
Em resumo: a vulnerabilidade é a brecha, a ameaça é o perigo que pode explorá-la e o risco é a possibilidade e o impacto dessa exploração.
O que é uma varredura de vulnerabilidades?
Uma varredura de vulnerabilidades é um processo que utiliza ferramentas especializadas para analisar sistemas, dispositivos, aplicações e redes em busca de possíveis falhas de segurança. O objetivo é identificar vulnerabilidades conhecidas, softwares desatualizados, configurações inseguras e outros pontos que possam ser explorados por invasores. Após a varredura, os resultados devem ser analisados e classificados de acordo com a gravidade e o impacto de cada vulnerabilidade, permitindo que a empresa priorize as correções mais importantes.
O que fazer depois de identificar uma vulnerabilidade?
Depois de identificar uma vulnerabilidade, o primeiro passo é avaliar sua gravidade, o ativo afetado e o possível impacto para a organização. Em seguida, é necessário priorizar a correção de acordo com o nível de risco. Dependendo do problema, as medidas podem incluir a aplicação de atualizações de segurança, alteração de configurações, restrição de acessos, correção de sistemas ou até a substituição de componentes vulneráveis. Após a correção, é importante realizar uma nova avaliação para confirmar que a vulnerabilidade foi efetivamente solucionada e manter o monitoramento para evitar que o problema volte a ocorrer.
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Aproveite para ampliar seus conhecimentos e descobrir boas práticas que podem ajudar sua empresa a identificar riscos, fortalecer a segurança da rede e proteger seus dados. Confira nossos conteúdos e fique por dentro das principais tendências em segurança da informação. Até a próxima!
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