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Ilustração de ataque de ransomware em ambiente corporativo

O que é ransomware? Entenda o significado e como o ataque funciona!

O ransomware é uma das principais ameaças cibernéticas aos ambientes corporativos e vem evoluindo ao longo das décadas. O primeiro ataque documentado ocorreu em dezembro de 1989, quando o biólogo e pesquisador americano Joseph Popp distribuiu disquetes infectados com o chamado AIDS Trojan, também conhecido como PC Cyborg, que bloqueava o acesso aos arquivos e exigia um pagamento para restaurá-lo. 

Desde então, esse tipo de ameaça se modernizou, assim como suas formas de infecção e extorsão. Hoje, criminosos podem utilizar técnicas como phishing, exploração de vulnerabilidades e credenciais comprometidas para acessar sistemas e causar impactos significativos às organizações. Neste conteúdo, você vai entender o que é ransomware, como o ataque funciona, quais são os principais tipos existentes e como proteger sua organização. Boa leitura! 

O que é um ataque ransomware?

O ransomware é um tipo de ataque cibernético que utiliza um software malicioso (malware) para bloquear o acesso a arquivos, sistemas ou dispositivos. Em muitos casos, o criminoso criptografa dados importantes e os torna inacessíveis à vítima. Em seguida, exige o pagamento de um resgate para fornecer a chave ou os meios necessários para recuperar o acesso. Em ataques mais sofisticados, também pode haver o roubo e a ameaça de divulgação de informações confidenciais. 

O pagamento costuma ser solicitado em criptomoedas, principalmente por dificultarem a identificação dos responsáveis e a rastreabilidade das transações. No entanto, pagar o resgate não garante que os dados serão recuperados ou que as informações roubadas não serão divulgadas. 

Como o ataque ransomware funciona?

Embora a dinâmica possa variar de acordo com a técnica utilizada pelos criminosos, um ataque de ransomware geralmente envolve três etapas principais: 

  1. Infecção: o criminoso utiliza diferentes métodos para obter acesso ao dispositivo ou à rede da vítima. Entre os mais comuns estão e-mails de phishing, arquivos ou links maliciosos, exploração de vulnerabilidades e credenciais comprometidas; 
  2. Criptografia: após conseguir acesso ao ambiente, o ransomware pode identificar e criptografar arquivos e dados importantes, impedindo que usuários e sistemas os acessem normalmente. Dependendo do ataque, o malware também pode se espalhar por outros dispositivos conectados à rede; 
  3. Extorsão e cobrança: depois de bloquear os dados, os criminosos exibem uma mensagem informando sobre o ataque e exigindo um pagamento para tentar restabelecer o acesso. Em casos de dupla extorsão, além de criptografar os arquivos, os invasores ameaçam divulgar os dados roubados caso o resgate não seja pago. 

Tipos de ataque ransomware

Agora que você já entende o que é ransomware e como esse tipo de ataque funciona, é importante saber que existem diferentes modalidades de ransomware. Elas podem variar de acordo com a forma como os criminosos bloqueiam ou comprometem os dados, o tipo de dispositivo atingido e até o modelo utilizado para distribuir o malware. Confira os principais tipos: 

1. Ransomware de criptografia (crypto-ransomware)

O ransomware de criptografia é uma das modalidades mais conhecidas e utilizadas pelos criminosos. Nesse tipo de ataque, o invasor consegue acessar o ambiente da vítima por meio de técnicas como phishing, exploração de vulnerabilidades em softwares desatualizados ou uso de credenciais comprometidas. Depois de obter acesso, pode identificar sistemas, dados críticos e até mesmo os backups disponíveis, buscando dificultar a recuperação das informações. 

Em seguida, o malware é executado no dispositivo ou na rede e inicia a criptografia dos arquivos, tornando documentos, planilhas, bancos de dados e outros dados inacessíveis. Após o bloqueio, os criminosos costumam deixar uma nota de resgate com instruções para pagamento em troca da possibilidade de recuperar os arquivos. 

Exemplo: imagine que você chega ao trabalho e tenta abrir o drive onde estão armazenadas planilhas financeiras, contratos e documentos importantes. Ao acessar os arquivos, percebe que eles não podem mais ser abertos e que seus nomes ou extensões foram alterados. Em uma pasta, há uma mensagem informando que os arquivos foram criptografados e exigindo o pagamento de um resgate para tentar recuperá-los. 

2. Ransomware de bloqueio (locker-ransomware)

O ransomware de bloqueio atua de maneira diferente do crypto-ransomware. Em vez de ter como principal objetivo criptografar os arquivos, ele impede o usuário de acessar o dispositivo ou determinadas funcionalidades do sistema. Dependendo da variante, o malware pode bloquear a tela, impedir o login ou restringir o uso do computador. A vítima encontra uma mensagem informando sobre o ataque e exigindo um pagamento para tentar recuperar o acesso ao dispositivo. 

Exemplo: imagine que você chega para trabalhar e liga o computador corporativo. Ao tentar acessar o sistema, uma mensagem ocupa a tela e impede qualquer interação normal com a máquina. Você não consegue fazer login, abrir programas ou acessar os arquivos, enquanto a tela exibe instruções relacionadas ao pagamento do resgate. 

3. Ransomware de extorsão dupla e tripla (doxware/leakware)

A extorsão dupla representa uma evolução do ransomware tradicional. Nesse modelo, os criminosos não apenas criptografam os arquivos, mas também podem copiar informações confidenciais antes de bloqueá-las. Depois, ameaçam divulgar ou vender os dados caso o resgate não seja pago.

Na chamada extorsão tripla, os invasores adicionam outras formas de pressão ligadas a engenharia social, que podem incluir ameaças de contato com clientes, fornecedores ou parceiros afetados pelo vazamento. Dessa forma, o objetivo deixa de ser apenas recuperar os arquivos e passa a envolver também a proteção das informações roubadas e da reputação da organização. 

Exemplo: uma empresa sofre um ataque e tem seus arquivos criptografados. Ao mesmo tempo, os criminosos informam que copiaram dados de clientes e documentos financeiros. A organização recebe um prazo para pagar o resgate e é ameaçada com a divulgação dessas informações caso não cumpra a exigência. 

4. Ransomware de dispositivos móveis (mobile ransomware)

O mobile ransomware é desenvolvido para atingir smartphones e tablets. O ataque pode bloquear o dispositivo, restringir o acesso a arquivos ou utilizar recursos do sistema para impedir que a vítima utilize o aparelho normalmente. Esse tipo de ameaça pode representar um risco especialmente relevante para empresas que utilizam dispositivos móveis para acessar e-mails corporativos, sistemas internos, documentos e outras informações importantes. 

Exemplo: imagine que um funcionário recebe uma mensagem contendo um link malicioso em seu smartphone corporativo. Após interagir com o conteúdo, o dispositivo é comprometido e uma mensagem aparece informando que o acesso ao aparelho foi bloqueado e que um pagamento é exigido para tentar restaurar o acesso. 

5. RaaS (ransomware as a service/ransomware como serviço)

O ransomware as a service (RaaS), ou ransomware como serviço, é um modelo de negócio utilizado por grupos criminosos para ampliar a distribuição de ataques. Nesse formato, os responsáveis pelo desenvolvimento do ransomware disponibilizam o malware, a infraestrutura ou outros recursos necessários para que terceiros realizem as invasões. 

Em troca, os operadores do serviço podem receber uma porcentagem dos valores obtidos com os resgates. Esse modelo reduz a barreira técnica para criminosos que não possuem conhecimento suficiente para desenvolver ou operar uma campanha de ransomware por conta própria. 

Exemplo: um grupo especializado desenvolve uma infraestrutura de ransomware e disponibiliza seu uso para outros criminosos. Um desses afiliados utiliza as ferramentas para invadir uma empresa e realizar o ataque. Caso consiga obter um resgate, parte do valor pode ser destinada aos responsáveis pela operação do serviço. 

Como evitar um ataque ransomware na minha empresa?

Embora não seja possível eliminar completamente o risco de um ataque ransomware, algumas medidas ajudam a reduzir significativamente as chances de infecção e seus impactos. Entre as principais práticas estão: 

  • Mantenha sistemas e softwares atualizados: corrija vulnerabilidades conhecidas instalando regularmente atualizações e patches de segurança; 
  • Faça backups frequentes: mantenha cópias atualizadas dos dados críticos e, sempre que possível, utilize backups offline ou isolados da rede; 
  • Invista na conscientização dos colaboradores: oriente a equipe sobre phishing, links suspeitos, anexos maliciosos e outras técnicas utilizadas pelos criminosos; 
  • Utilize soluções de segurança: conte com antivírus, EDR, firewall e outras ferramentas capazes de identificar e bloquear comportamentos suspeitos; 
  • Implemente autenticação multifator (MFA): adicione uma camada extra de proteção às contas, especialmente às que possuem acesso a sistemas e dados críticos; 
  • Restrinja os privilégios de acesso: conceda a cada usuário apenas as permissões necessárias para realizar suas atividades; 
  • Monitore a rede e os dispositivos: o acompanhamento contínuo pode ajudar a identificar comportamentos anormais e sinais de uma possível invasão; 
  • Tenha um plano de resposta a incidentes: defina previamente como a empresa deve agir diante de um ataque para reduzir o tempo de indisponibilidade e os prejuízos. 

Quer saber como proteger sua empresa contra ataques ransomware? Confira o conteúdo da Trade Technology e veja um passo a passo completo com estratégias para fortalecer a segurança interna, reduzir riscos e prevenir ataques. Acesse e saiba mais! 

Reduza os riscos de ransomware com a Trade Technology!

Proteger a empresa contra ransomware exige mais do que reagir a incidentes. É fundamental contar com uma infraestrutura de TI bem estruturada, monitoramento contínuo e estratégias capazes de identificar comportamentos suspeitos antes que eles causem impactos à operação. 

A Trade Technology oferece serviços de infraestrutura de TI e consultoria para ajudar empresas a fortalecer seus ambientes, aumentar a visibilidade sobre sistemas e antecipar possíveis falhas e ameaças. 

Comentário do especialista: além das estratégias de prevenção e monitoramento, é importante contar com mecanismos que permitam uma recuperação rápida e segura em caso de um ataque. Na Trade Technology, trabalhamos com soluções IBM que oferecem recursos de detecção de ransomware em segundos, além de tecnologias como discos FCM e o SCDM, que contribuem para preservar a integridade dos snapshots de storage e agilizar a restauração de ambientes críticos, como bancos de dados e VMware. Fale com nossos especialistas 

TR Watch: monitoramento inteligente de infraestrutura e serviços

O TR Watch é a plataforma da Trade Technology desenvolvida para monitorar, analisar e antecipar o comportamento de ambientes de TI complexos. Com coleta e correlação contínua de dados, a solução oferece visibilidade em tempo real, diagnósticos precisos e insights para apoiar decisões mais rápidas. 

Entre os principais recursos estão: 

  • Monitoramento de infraestrutura: supervisão contínua de servidores, redes e bancos de dados para identificar falhas e anomalias antes que afetem os usuários; 
  • Monitoramento de segurança: detecção de ameaças, acessos indevidos e atividades suspeitas em tempo real, contribuindo para uma operação mais segura; 
  • APM (Application Performance Monitoring): acompanhamento das aplicações desde o código até a experiência do usuário, permitindo identificar gargalos e otimizar o desempenho; 

Quer evoluir a observabilidade e fortalecer a segurança do seu ambiente de TI? Conheça o TR Watch e descubra como a Trade Technology pode ajudar sua empresa a monitorar, identificar e antecipar riscos. 

FAQs sobre ransomware  

Devo pagar o resgate para recuperar meus arquivos?  

 O pagamento do resgate não garante que os arquivos serão recuperados nem que os criminosos deixarão de ameaçar a empresa. Além disso, pode incentivar novas ações criminosas. O mais indicado é acionar a equipe de segurança, preservar evidências, avaliar os backups disponíveis e seguir o plano de resposta a incidentes. 

Como posso descobrir qual ransomware infectou meu sistema?  

 A identificação pode ser feita a partir de evidências deixadas pelo ataque, como a nota de resgate, extensão dos arquivos criptografados, comportamento do malware e registros dos sistemas. Ferramentas especializadas e equipes de segurança também podem ajudar a identificar a variante utilizada. 

Quer entender como fortalecer a segurança da sua empresa contra ameaças cibernéticas? Confira nosso conteúdo sobre Zero Trust e descubra como esse modelo de segurança ajuda a proteger acessos, dispositivos e dados com uma abordagem baseada em verificação contínua. Acesse e saiba mais! 

Como o ransomware entra no computador ou na rede?  

 O ransomware pode chegar por diferentes caminhos, como e-mails de phishing, anexos e links maliciosos, softwares desatualizados, vulnerabilidades, credenciais comprometidas e acessos remotos mal protegidos. Por isso, a prevenção exige uma combinação de tecnologia, atualização dos sistemas e conscientização dos usuários. 

Antivírus comum consegue barrar um ataque de ransomware?  

Não. Um antivírus pode identificar e bloquear determinadas ameaças, mas não oferece proteção completa contra ransomware. Ataques modernos podem utilizar técnicas para evitar a detecção ou explorar credenciais e vulnerabilidades. Por isso, é importante combinar antivírus com recursos como EDR, firewall, MFA, monitoramento e backups seguros. 

Sofri um ataque ransomware na minha empresa. Preciso notificar a ANPD?  

Depende do incidente e dos dados envolvidos. Quando um incidente de segurança pode acarretar risco ou dano relevante aos titulares, pode existir obrigação de comunicação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aos titulares afetados, conforme a legislação e a regulamentação aplicáveis. A empresa deve avaliar rapidamente o incidente com suas equipes jurídica, de privacidade e segurança da informação para definir as medidas necessárias. 

É necessário registrar um Boletim de Ocorrência após um ataque? 

Sim. O registro de um Boletim de Ocorrência é uma medida recomendável para documentar o incidente e pode contribuir para a investigação pelas autoridades competentes. A empresa também deve preservar evidências, como logs, mensagens de resgate, arquivos e registros de acesso, evitando alterações que possam prejudicar uma eventual investigação. 

Agora que você já sabe o que é ransomware, como esse tipo de ataque funciona e quais impactos ele pode causar, fica mais fácil entender a importância de investir em prevenção, monitoramento e boas práticas de segurança da informação. Independentemente do segmento ou do porte da empresa, estar preparado para identificar e responder a ameaças pode fazer a diferença para reduzir riscos e minimizar prejuízos. 

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Maykol Lopes de Lima é Diretor de Infraestrutura de TI na Trade Technology, com mais de 20 anos de experiência em infraestrutura, arquitetura de soluções e projetos para ambientes de missão crítica. Especialista em tecnologias IBM, possui ampla atuação em servidores IBM Power, storage, virtualização, redes, backup e soluções de alta disponibilidade e DR para data centers.

Em seus conteúdos, compartilha conhecimentos sobre infraestrutura de TI, virtualização, armazenamento de dados, computação em nuvem, continuidade de negócios, segurança da infraestrutura e estratégias para modernização de ambientes tecnológicos.

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