Skip to content

Phishing: o que é e como combater essa grande ameaça digital?

As ameaças digitais estão se tornando cada vez mais sofisticadas à medida que novas tecnologias chegam às mãos de criminosos. A inteligência artificial (IA) é um dos principais exemplos desse cenário: ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento de novas soluções e estratégias de segurança, também pode ser utilizada para aprimorar golpes e ataques cibernéticos. 

Entre essas ameaças está o phishing, um tipo de ataque que explora principalmente a confiança e o comportamento das vítimas para obter informações confidenciais. Por meio de mensagens, e-mails, ligações e páginas falsas, criminosos podem induzir usuários a fornecer senhas, códigos de autenticação e outros dados que podem ser utilizados para acessar contas pessoais e corporativas, sistemas internos e informações restritas. 

Mas como o phishing funciona e de que forma a IA está sendo utilizada para sofisticar esse tipo de ataque? Entenda os principais riscos, saiba como reconhecer as tentativas de golpe e descubra como se proteger. Boa leitura! 

O que é phishing?

Phishing é um tipo de ataque cibernético em que criminosos utilizam técnicas de engenharia social para se passar por pessoas, empresas ou instituições legítimas. Para isso, podem utilizar e-mails, ligações telefônicas, mensagens de texto, redes sociais, aplicativos de comunicação e sites falsos, com o objetivo de enganar a vítima e obter informações como dados pessoais, senhas, números de cartão, códigos de autenticação e outras informações sigilosas. 

Um dos principais pontos do phishing é que, na maioria dos casos, a própria vítima acaba fornecendo as informações ou permitindo o acesso ao criminoso, acreditando estar interagindo com uma fonte confiável. Por exemplo, um funcionário pode receber uma mensagem aparentemente enviada pela própria empresa solicitando um acesso a uma conta interna e, ao clicar no link, acaba sendo direcionada para uma página falsa que solicita seus dados de acesso. 

Ao obter credenciais ou acessos restritos, os criminosos podem invadir sistemas, acessar informações confidenciais, comprometer contas, realizar fraudes, instalar softwares maliciosos e até utilizar o acesso obtido para atingir outros usuários ou sistemas da organização. Dessa forma, um único clique em uma mensagem maliciosa pode representar um risco significativo para o próprio funcionário e para toda a empresa. 

Existem vários tipos de phishing?

Sim. O phishing pode aparecer de formas bem diferentes no dia a dia. Às vezes, ele chega como um e-mail aparentemente comum. Em outras situações, pode aparecer em uma mensagem no celular, uma ligação, uma publicação nas redes sociais ou até mesmo em um QR Code. 

Apesar das diferenças, todas essas abordagens têm algo em comum: tentar convencer a vítima de que aquela interação é legítima para conseguir informações, obter acesso a uma conta ou induzi-la a realizar alguma ação. Conheça alguns dos principais tipos de phishing e entenda como eles funcionam: 

1. Phishing por e-mail ou e-mail phishing

e-mail phishing é uma das formas mais conhecidas de phishing. O criminoso envia uma mensagem que imita uma empresa, instituição ou pessoa conhecida e geralmente utiliza algum pretexto para estimular uma ação imediata. 

A mensagem pode informar, por exemplo, que uma conta será bloqueada, que existe uma cobrança pendente ou que é necessário atualizar um cadastro. Ao clicar no link, a vítima pode ser direcionada para uma página falsa criada para capturar suas informações. 

2. Smishing

O smishing é o phishing realizado por meio de mensagens de texto, como SMS ou aplicativos de comunicação. 

A estratégia costuma explorar situações que exigem atenção imediata, como supostas entregas, transações bancárias, promoções, cobranças ou problemas com contas. O objetivo é fazer com que a vítima clique em um link, forneça informações ou entre em contato com o criminoso. 

3. Vishing

No vishing, o golpe acontece por meio de chamadas de voz. O criminoso pode se passar por um funcionário de banco, empresa, órgão público ou até mesmo por alguém conhecido da vítima. 

Durante a ligação, pode tentar obter informações confidenciais, códigos de autenticação ou convencer a pessoa a realizar determinada operação. O uso de técnicas de engenharia social é especialmente importante nesse tipo de ataque, já que o criminoso pode criar um senso de urgência e pressionar a vítima para que ela tome uma decisão sem verificar a situação. 

4. Spear phishing

Diferentemente de uma campanha genérica, o spear phishing é direcionado a uma pessoa ou organização específica. 

Antes de realizar o ataque, o criminoso pode coletar informações disponíveis sobre o alvo, como nome, cargo, empresa em que trabalha, contatos e projetos. Com esses dados, consegue criar uma abordagem mais personalizada e, consequentemente, mais convincente. No ambiente corporativo, esse tipo de ataque pode ser particularmente perigoso, principalmente quando envolve funcionários que possuem acesso a informações estratégicas ou sistemas importantes. 

5. Quishing

O quishing utiliza QR Codes para conduzir a vítima a páginas ou conteúdos maliciosos. O termo combina “QR Code” com “phishing”. 

Um código aparentemente legítimo pode levar o usuário para uma página falsa de login, pagamento ou atualização de informações. Como o endereço real costuma não estar visível antes da leitura do código, a vítima pode ter mais dificuldade para identificar o golpe. Por isso, é importante ter cuidado ao escanear QR Codes recebidos por mensagens, e-mails ou materiais de origem desconhecida. 

6. Phishing em redes sociais

As redes sociais também podem ser utilizadas para aplicar golpes. Criminosos podem criar perfis falsos, comprometer contas legítimas ou enviar mensagens privadas com links maliciosos. Outra estratégia comum é utilizar ofertas, promoções, sorteios ou supostos benefícios para despertar a curiosidade da vítima e levá-la a acessar uma página falsa ou fornecer informações pessoais. 

Como a inteligência artificial está tornando o phishing mais sofisticado?

A evolução da inteligência artificial trouxe novas possibilidades para os criminosos. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens, áudios e outros conteúdos podem ser utilizadas para criar abordagens mais convincentes e personalizadas. 

Um dos exemplos mais evidentes está na produção de mensagens. Antigamente, erros de ortografia, traduções inadequadas e construções pouco naturais podiam ajudar a identificar um golpe. Com o auxílio da IA, porém, criminosos conseguem produzir textos mais claros, coerentes e adaptados ao perfil da vítima. 

A tecnologia também pode ajudar na personalização dos ataques. Informações disponíveis publicamente na internet podem ser utilizadas para criar mensagens que mencionem o nome da vítima, seu cargo, sua empresa, seus interesses ou acontecimentos recentes. Além disso, recursos de IA generativa podem ser utilizados para produzir imagens falsas, imitar estilos de comunicação e até gerar áudios ou vídeos capazes de aumentar a sensação de autenticidade de uma abordagem. 

Isso não significa que a IA tenha criado o phishing. O golpe já existe há décadas. A diferença é que a tecnologia pode reduzir o esforço necessário para produzir ataques mais convincentes e aumentar a escala dessas campanhas. Por esse motivo, confiar apenas em sinais superficiais, como erros de português ou aparência da mensagem, já não é suficiente para identificar uma tentativa de phishing. 

Não deixe de conferir: Shadow AI — sua empresa sabe como a inteligência artificial está sendo usada?

Como identificar uma tentativa de phishing?

Não existe um único sinal capaz de confirmar que uma mensagem é falsa. Por isso, a melhor estratégia é observar o conjunto de características da comunicação e, principalmente, desconfiar de solicitações inesperadas. Alguns sinais merecem atenção: 

  • Senso de urgência: a mensagem afirma que é necessário agir imediatamente para evitar um bloqueio, uma cobrança, uma perda de benefício ou outro problema; 
  • Solicitação de informações confidenciais: alguém pede senha, código de autenticação, dados bancários ou outras informações que normalmente não deveriam ser compartilhadas; 
  • Links suspeitos: o endereço apresentado não corresponde ao domínio oficial da empresa ou apresenta alterações sutis; 
  • Remetente ou número desconhecido: a mensagem vem de uma conta que você não reconhece ou de um contato que não costuma fazer esse tipo de solicitação; 
  • Ofertas boas demais para ser verdade: promoções, prêmios ou benefícios inesperados podem ser utilizados como isca; 
  • Anexos inesperados: arquivos enviados sem contexto podem representar um risco, principalmente quando a mensagem tenta pressionar o usuário a abri-los; 
  • Pedido de pagamento ou transferência: solicitações financeiras inesperadas devem ser verificadas por outro canal; 
  • Mudança repentina de comportamento: mesmo quando a mensagem vem de um contato conhecido, uma solicitação fora do padrão pode indicar que a conta foi comprometida. 

É importante lembrar que criminosos podem copiar logotipos, cores, assinaturas e outros elementos visuais de empresas legítimas. Portanto, uma mensagem com aparência profissional não é necessariamente uma mensagem segura. 

Como preparar a minha empresa contra um ataque phishing?

Preparar a empresa para enfrentar ataques de phishing exige mais do que orientar os colaboradores a não clicar em links suspeitos. Como essas ameaças exploram tanto vulnerabilidades tecnológicas quanto o comportamento humano, é importante adotar uma estratégia de segurança em camadas. 

Uma das abordagens que pode contribuir para esse objetivo é o Zero Trust, modelo baseado no princípio de que nenhum usuário, dispositivo ou aplicação deve ser considerado confiável por padrão. Em vez de presumir que um acesso é legítimo, a organização verifica continuamente identidade, dispositivo, contexto e permissões antes de permitir o acesso a recursos corporativos. 

Na prática, a adoção de uma estratégia de Zero Trust pode ajudar a limitar os impactos de um ataque de phishing. Mesmo que um criminoso consiga obter as credenciais de um colaborador, controles adicionais, como autenticação multifator, políticas de menor privilégio e monitoramento contínuo, podem dificultar o acesso a sistemas e informações sensíveis. Além do Zero Trust, algumas medidas são fundamentais para fortalecer a proteção: 

  • Invista em conscientização: capacite os colaboradores para reconhecer tentativas de phishing e outras técnicas de engenharia social; 
  • Adote autenticação multifator (MFA): reduza o risco associado ao comprometimento de senhas e credenciais;
  • Aplique o princípio do menor privilégio: limite os acessos de cada usuário ao que é realmente necessário para suas atividades;
  • Monitore comportamentos suspeitos: identifique tentativas de acesso fora do padrão e atividades potencialmente maliciosas;
  • Mantenha sistemas atualizados: corrija vulnerabilidades que possam ser exploradas após o comprometimento de uma conta ou dispositivo; 
  • Estabeleça um canal de denúncia: facilite a comunicação de mensagens suspeitas e incidentes de segurança;
  • Tenha um plano de resposta a incidentes: defina previamente como a empresa deve agir caso um colaborador clique em um link malicioso ou forneça informações a um criminoso. 

O objetivo não é apenas impedir que o phishing aconteça, mas reduzir as chances de que um único incidente se transforme em um comprometimento maior da organização. 

FAQs sobre phishing

O que fazer ao receber uma mensagem suspeita?

Não clique em links, não abra anexos e não forneça informações. Verifique a solicitação por um canal oficial e, no ambiente corporativo, comunique o possível incidente à equipe responsável pela segurança. 

O que fazer se um funcionário clicar em um link de phishing?

O incidente deve ser comunicado imediatamente à equipe de TI ou segurança. Dependendo do caso, pode ser necessário alterar credenciais, encerrar sessões, verificar dispositivos e analisar possíveis acessos indevidos. 

A autenticação multifator é suficiente para proteger contra phishing?

Não. O MFA aumenta significativamente a segurança, mas não deve ser tratado como uma proteção isolada. É importante combiná-lo com outras medidas, como políticas de acesso, monitoramento e controles baseados em Zero Trust. 

Como reduzir os impactos de um ataque de phishing na empresa?

Além de prevenir os ataques, a empresa deve limitar privilégios, segmentar acessos, monitorar atividades suspeitas, proteger identidades e ter procedimentos claros para detectar, conter e responder rapidamente a incidentes. 

No fim, entendemos que o phishing é um tipo de ataque cibernético baseado principalmente em técnicas de engenharia social, nas quais os criminosos utilizam diferentes estratégias de comunicação para induzir a própria vítima a fornecer informações confidenciais ou realizar ações que comprometam sua segurança. 

Diante desse cenário, a prevenção deve fazer parte da estratégia de segurança das organizações. Investir na conscientização e no treinamento dos colaboradores, adotar soluções capazes de identificar e responder a ameaças e fortalecer políticas de controle de acesso, são medidas fundamentais para reduzir os riscos e limitar os impactos de um eventual ataque. 

Afinal, a segurança cibernética não depende de uma única ferramenta ou de uma única pessoa, mas da combinação entre tecnologia, processos e pessoas preparadas. Gostou do conteúdo? Continue navegando pelo blog da Trade Technology e confira outros conteúdos sobre ataques cibernéticos, segurança de redes, pentest, conscientização em cibersegurança e muito mais. Não perca esta oportunidade!

maykol-lopes

Maykol Lopes de Lima é Diretor de Infraestrutura de TI na Trade Technology, com mais de 20 anos de experiência em infraestrutura, arquitetura de soluções e projetos para ambientes de missão crítica. Especialista em tecnologias IBM, possui ampla atuação em servidores IBM Power, storage, virtualização, redes, backup e soluções de alta disponibilidade e DR para data centers.

Em seus conteúdos, compartilha conhecimentos sobre infraestrutura de TI, virtualização, armazenamento de dados, computação em nuvem, continuidade de negócios, segurança da infraestrutura e estratégias para modernização de ambientes tecnológicos.

Comments (0)

Deixe um comentário

Back To Top
No results found...
Privacy Overview

Conheça nossa Política de Privacidade.