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Ataque cibernético: conceito, tipos e como proteger sua empresa 

A transformação digital trouxe mais agilidade, produtividade e novas oportunidades para as empresas. Ao mesmo tempo, aumentou a exposição a ameaças virtuais. Hoje, organizações de praticamente todos os segmentos dependem de sistemas, redes, aplicações, dispositivos conectados e dados para manter suas operações funcionando. 

É nesse cenário que surge uma preocupação cada vez mais relevante: o ataque cibernético. Um ataque cibernético é uma tentativa deliberada de obter acesso não autorizado a sistemas, redes, dispositivos ou dados com o objetivo de roubar, alterar, expor, interromper ou destruir informações e ativos digitais.  

Na prática, isso significa que uma empresa pode ser afetada por diferentes tipos de ameaças, desde um e-mail falso enviado a um colaborador até uma invasão sofisticada capaz de interromper operações inteiras. Por isso, entender o que é um ataque cibernético, quais são seus principais tipos e como prevenir esse tipo de incidente é fundamental para organizações que desejam proteger seus dados e garantir a continuidade dos negócios. Confira! 

O que é um ataque cibernético?

Um ataque cibernético acontece quando um agente malicioso explora uma vulnerabilidade técnica, comportamental ou de processo para comprometer um ambiente digital. O alvo pode ser um computador, servidor, aplicação, banco de dados, dispositivo conectado, serviço em nuvem ou até mesmo uma pessoa. Os objetivos variam de acordo com o tipo de ataque. Entre os mais comuns estão: 

  • Roubo de dados e informações confidenciais; 
  • Fraudes financeiras; 
  • Sequestro de arquivos; 
  • Interrupção de sistemas e serviços; 
  • Espionagem; 
  • Alteração ou destruição de informações; 
  • Obtenção de credenciais; 
  • Extorsão; 
  • Acesso não autorizado a ambientes corporativos. 

É importante entender que cibersegurança não significa apenas instalar um antivírus ou firewall. Uma estratégia eficiente precisa combinar tecnologia, processos, monitoramento, gestão de vulnerabilidades e conscientização das pessoas. Para entender esse conceito de forma mais ampla, confira também o guia da Trade Technology sobre o que é cibersegurança e como ela funciona. 

 O primeiro ataque cibernético da história

Um dos primeiros grandes incidentes de segurança da história da internet aconteceu em 2 de novembro de 1988 e ficou conhecido como Worm Morris. O responsável foi Robert Tappan Morris, então estudante de pós-graduação da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. 

Diferentemente dos ataques cibernéticos atuais, o objetivo inicial do programa não era roubar dados, causar prejuízos financeiros ou interromper operações. Morris desenvolveu o worm como uma forma de estimar o tamanho da internet, que ainda estava em seus primeiros estágios de expansão. 

O problema surgiu por causa de uma falha na programação. O código explorava vulnerabilidades presentes em sistemas Unix e em serviços de rede utilizados na época, como sendmail, finger e rsh. Ao se espalhar de uma máquina para outra, porém, o programa acabava se replicando mais vezes do que o previsto. 

Essa multiplicação excessiva consumia recursos computacionais e fazia com que os sistemas afetados apresentassem lentidão ou deixassem de funcionar corretamente. O impacto foi significativo para os padrões tecnológicos de 1988: 

  • Mais de 6 mil máquinas foram afetadas; 
  • Estimativas apontam que o worm atingiu aproximadamente 10% dos computadores conectados à internet naquela época; 
  • Universidades, instituições de pesquisa e outras organizações precisaram desconectar ou reiniciar seus sistemas para conter os efeitos da infecção; 
  • O incidente demonstrou, ainda nos primeiros anos da internet, como uma vulnerabilidade poderia se espalhar rapidamente entre diferentes sistemas conectados. 

O caso também teve uma consequência histórica importante: Robert Tappan Morris tornou-se a primeira pessoa condenada nos Estados Unidos com base na legislação federal de crimes de computador. Mais do que um episódio histórico, o Worm Morris mostrou um princípio que continua extremamente relevante: uma falha aparentemente pequena pode gerar impactos muito maiores quando sistemas estão conectados em rede. 

Qual é o principal objetivo de um ataque cibernético?

O objetivo de um ataque cibernético depende da motivação do invasor e do ativo que ele pretende comprometer. Em muitos casos, o foco é financeiro. O criminoso pode roubar credenciais, informações bancárias ou dados que possam ser vendidos ou utilizados em fraudes. 

Em outros, a intenção é interromper a operação. Um ataque DDoS, por exemplo, pode sobrecarregar um serviço até que ele fique indisponível. Também existem ataques voltados à espionagem, ao roubo de propriedade intelectual, à exposição de informações ou à obtenção de acesso persistente ao ambiente da organização. 

Independentemente da motivação, o resultado pode envolver perda financeira, indisponibilidade, vazamento de dados, danos à reputação e impactos operacionais. 

Principais tipos de ataques cibernéticos

Os criminosos utilizam diferentes técnicas para explorar empresas. Conhecer os principais tipos ajuda a identificar riscos e definir mecanismos de proteção mais adequados. 

1. Phishing

phishing é um dos ataques cibernéticos mais conhecidos e utiliza engenharia social para enganar a vítima. Normalmente, o criminoso envia um e-mail, mensagem ou link que imita uma comunicação legítima. A intenção é induzir o usuário a clicar em um endereço malicioso, baixar um arquivo ou fornecer informações confidenciais. 

No ambiente corporativo, um único clique pode resultar no comprometimento de credenciais ou abrir caminho para ataques mais complexos.  

2. Ransomware

ransomware é um tipo de malware utilizado para bloquear ou criptografar dados e sistemas, geralmente acompanhado de uma exigência de pagamento para recuperação do acesso. Além da indisponibilidade, ataques modernos podem envolver também a exfiltração de dados e ameaças de divulgação das informações roubadas. 

Empresas de todos os portes podem ser alvos, principalmente quando apresentam vulnerabilidades, credenciais comprometidas ou mecanismos de proteção insuficientes.  

3. Malware

Malware é um termo amplo utilizado para definir softwares desenvolvidos com finalidade maliciosa. Ransomware, spyware, trojans e worms são alguns exemplos. Dependendo da ameaça, o malware pode roubar informações, permitir acesso remoto, monitorar atividades, danificar arquivos ou abrir portas para novos ataques. 

Por isso, manter sistemas atualizados, controlar permissões e monitorar o ambiente são medidas importantes para reduzir a superfície de ataque. 

4. DDoS

O ataque DDoS (Distributed Denial of Service) busca sobrecarregar um sistema, servidor ou serviço com uma quantidade excessiva de requisições. O objetivo é dificultar ou impedir que usuários legítimos tenham acesso ao recurso. 

Para empresas que dependem de aplicações online, sites, sistemas de atendimento ou plataformas digitais, uma indisponibilidade prolongada pode representar perda de receita e impacto na experiência dos clientes. 

5. Man-in-the-Middle

Também conhecido como MITM, o ataque Man-in-the-Middle ocorre quando um invasor consegue interceptar a comunicação entre duas partes. 

A partir disso, pode tentar capturar informações ou manipular a comunicação sem que os envolvidos percebam. Redes inseguras, configurações inadequadas e mecanismos frágeis de autenticação podem aumentar esse risco. 

6. Ataque de força bruta

No ataque de força bruta, o criminoso tenta descobrir uma senha ou credencial por meio de diversas combinações. Senhas simples, reutilizadas ou muito curtas tornam esse tipo de ataque mais fácil. 

Por isso, políticas de senhas fortes e autenticação multifator são importantes para dificultar o comprometimento de contas. 

7. Injeção de SQL (SQL Injection)

A injeção de SQL explora aplicações que não tratam adequadamente entradas fornecidas pelos usuários. O invasor pode inserir comandos maliciosos para tentar manipular o banco de dados, acessar informações ou alterar registros.   

Esse tipo de ameaça reforça a importância de desenvolver, testar e manter aplicações com práticas adequadas de segurança.

Como proteger a minha empresa contra ataques cibernéticos?

Não existe uma única ferramenta capaz de eliminar todos os riscos. A proteção precisa ser estruturada em camadas, combinando prevenção, detecção, resposta e recuperação. Veja algumas medidas essenciais. 

1. Use senhas complexas

Senhas longas, exclusivas e difíceis de adivinhar reduzem o risco de comprometimento de contas. Também é importante evitar a reutilização da mesma senha em diferentes serviços e limitar privilégios de acesso conforme a função de cada usuário. 

2. Ative a autenticação multifator (MFA)

A autenticação multifator adiciona uma camada de proteção além da senha. Mesmo que uma credencial seja descoberta ou roubada, o invasor ainda precisará superar outro mecanismo de autenticação. 

O MFA é especialmente importante para contas administrativas, sistemas críticos e serviços acessíveis pela internet. 

3. Desconfie de links e anexos desconhecidos

Treinamento e conscientização continuam sendo fundamentais. Colaboradores devem ser orientados a verificar remetentes, endereços de sites, solicitações incomuns e arquivos inesperados antes de interagir com eles. 

4. Realize backups automáticos e seguros 

Backups são essenciais para aumentar a capacidade de recuperação diante de incidentes, especialmente ransomware, falhas de infraestrutura ou exclusões acidentais. O ideal é que as cópias sejam protegidas contra acesso indevido e que os procedimentos de restauração sejam testados periodicamente. 

Veja os benefícios do backup corporativo para a continuidade do negócio. 

5. Mantenha sistemas atualizados 

Atualizações e correções de segurança ajudam a reduzir o risco de exploração de vulnerabilidades conhecidas. Isso inclui sistemas operacionais, aplicações, equipamentos de rede, servidores e outros componentes da infraestrutura. 

6. Monitore o ambiente continuamente 

Quanto mais cedo uma atividade suspeita for identificada, maior tende a ser a capacidade de resposta. Monitoramento de rede, servidores, aplicações e dispositivos ajuda a detectar comportamentos anormais e permite que a equipe de TI atue antes que um incidente cause impactos maiores. 

Principais soluções contra ataques cibernéticos

Uma estratégia corporativa de segurança pode envolver diferentes tecnologias e serviços. Entre os principais estão: 

  • Firewall: controla o tráfego de rede e ajuda a bloquear acessos não autorizados. Entenda o que é firewall e como ele protege a rede da empresa;
  • Backup: permite recuperar dados e sistemas após falhas, ataques ou perdas de informação;
  • Monitoramento: identifica comportamentos anormais e eventos que podem indicar um incidente;
  • NOC 24×7: oferece acompanhamento contínuo da infraestrutura e facilita a identificação de problemas;
  • Gestão de riscos: permite identificar ameaças, avaliar impactos e priorizar medidas de proteção;
  • Gestão de vulnerabilidades: ajuda a descobrir, classificar e tratar pontos fracos antes que sejam explorados;
  • Pentest: simula ataques controlados para encontrar vulnerabilidades que poderiam ser exploradas por criminosos;
  • Análise de maturidade em segurança: ajuda a entender o nível atual de proteção da organização e quais pontos precisam evoluir;
  • Segurança de rede: reúne controles e práticas para proteger a comunicação, os dispositivos e os recursos conectados. Saiba o que é segurança de rede. 

Outra abordagem importante é o modelo Zero Trust, que parte do princípio de que nenhum usuário ou dispositivo deve receber confiança automática. A Trade Technology explica o que é Zero Trust e como aplicar esse conceito. Confira!

Como identificar um possível ataque cibernético?

Nem todo incidente apresenta sinais evidentes. Por isso, o monitoramento contínuo é tão importante. Alguns indícios que merecem investigação incluem: 

  • Comportamentos suspeitos nos sistemas: atividades fora do padrão podem indicar uma conta ou dispositivo comprometido. 
  • Acessos ou dispositivos desconhecidos: logins inesperados, especialmente em horários ou locais incomuns, devem ser analisados. 
  • Alterações inesperadas em arquivos: arquivos modificados, excluídos ou criptografados sem autorização podem indicar uma ação maliciosa. 
  • Mensagens e e-mails suspeitos: aumento de phishing ou mensagens com anexos e links incomuns pode indicar uma campanha direcionada. 
  • Lentidão ou indisponibilidade dos serviços: quedas repentinas e consumo anormal de recursos podem estar associados a ataques ou comprometimentos. 

A identificação de vulnerabilidades também precisa acontecer de forma preventiva. Confira 6 formas de identificar vulnerabilidades em redes corporativas.

O que fazer se a empresa sofrer um ataque cibernético?

Se houver suspeita de comprometimento, a organização deve agir rapidamente para limitar os impactos. O primeiro passo é acionar a equipe ou o parceiro responsável pela segurança e avaliar o alcance do incidente. Dependendo do caso, pode ser necessário isolar dispositivos comprometidos, bloquear credenciais, preservar evidências, interromper conexões específicas e iniciar procedimentos de recuperação. 

Também é importante evitar ações improvisadas que possam apagar evidências ou ampliar o problema.Depois da contenção, a empresa deve investigar a origem do incidente, corrigir as vulnerabilidades exploradas e revisar os controles existentes. Quando houver comprometimento de dados pessoais, também é necessário avaliar as obrigações relacionadas à LGPD e aos procedimentos de resposta a incidentes. 

Em outras palavras, a segurança não termina quando o ataque é contido. É necessário entender como o invasor entrou, o que foi comprometido e o que precisa mudar para evitar uma nova ocorrência. 

FAQs sobre ataque cibernético 

Qual é o ataque cibernético mais comum?

Não existe um único ataque que possa ser considerado o mais comum em todos os contextos. Phishing, malware, ransomware, comprometimento de credenciais e ataques de indisponibilidade estão entre as ameaças frequentemente observadas no ambiente corporativo. 

Uma pequena empresa pode sofrer um ataque cibernético?

Sim. Empresas de pequeno, médio ou grande porte podem ser alvos. Ter uma operação menor não elimina riscos relacionados a dados, credenciais, sistemas conectados à internet e infraestrutura digital.

Como evitar ataques cibernéticos? 

A prevenção envolve uma combinação de medidas: autenticação multifator, senhas fortes, atualização de sistemas, backups seguros, firewall, monitoramento, treinamento de colaboradores, gestão de vulnerabilidades, testes de segurança e políticas de controle de acesso. 

O firewall impede todos os ataques cibernéticos? 

Não. O firewall é uma camada importante de proteção, mas não consegue impedir sozinho todos os tipos de ameaças. Ataques de phishing, credenciais comprometidas, malware e vulnerabilidades em aplicações, por exemplo, exigem outros mecanismos de segurança. 

O backup protege contra ransomware?

O backup pode aumentar significativamente a capacidade de recuperação após um ransomware, desde que as cópias estejam protegidas, disponíveis e que os procedimentos de restauração tenham sido testados. Ele deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de cibersegurança. 

Proteja sua empresa contra ataques cibernéticos

Os ataques cibernéticos já fazem parte do cenário de riscos de qualquer empresa que dependa de tecnologia, dados e sistemas digitais. Por isso, esperar que um incidente aconteça para então investir em segurança pode aumentar significativamente os impactos financeiros e operacionais. 

Uma estratégia eficiente começa pela identificação dos riscos e evolui para a implementação de controles capazes de prevenir, detectar, responder e recuperar o ambiente diante de ameaças. 

Firewall, backup, monitoramento, gestão de vulnerabilidades, Pentest, autenticação multifator e processos de resposta são algumas das ferramentas que podem compor essa estratégia. Mais do que proteger equipamentos, investir em cibersegurança significa proteger dados, operações, clientes, reputação e continuidade do negócio. 

A Trade Technology atua com soluções de infraestrutura de TI e segurança para empresas que precisam transformar tecnologia em um ambiente mais seguro, estável e preparado para os desafios digitais. 

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Maykol Lopes de Lima é Diretor de Infraestrutura de TI na Trade Technology, com mais de 20 anos de experiência em infraestrutura, arquitetura de soluções e projetos para ambientes de missão crítica. Especialista em tecnologias IBM, possui ampla atuação em servidores IBM Power, storage, virtualização, redes, backup e soluções de alta disponibilidade e DR para data centers.

Em seus conteúdos, compartilha conhecimentos sobre infraestrutura de TI, virtualização, armazenamento de dados, computação em nuvem, continuidade de negócios, segurança da infraestrutura e estratégias para modernização de ambientes tecnológicos.

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